quarta-feira, 31 de julho de 2013

Doenças respiratórias – Quais as principais e seus tratamentos





Veja quais as principais doenças respiratórias e quais os seus sintomas

_ Estou com o nariz congestionado. Será que é gripe ou resfriado? E se tiver febre?


 Muitas são as dúvidas dos brasileiros sobre as doenças respiratórias. Porém, o que precisa ser determinado, primeiramente, são as patologias possíveis. Depois disso, é só analisar os sintomas e começar o tratamento. Foi pensando nisso que o Proporção de Vida mostra as principais doenças e como detectá-las.

Resfriado: Ele é a inflamação e infecção aguda do nariz e garganta, causadas por vírus. O contágio pode se dar através de tosse, espirro ou contato pessoal com um doente. A baixa resistência do organismo pode predispor ao contágio.

Tratamento para o Resfriado: O resfriado só vai embora com repouso e com o tempo. Os remédios livres encontrados nas farmácias fazem com que os sintomas sejam atenuados. No entanto, não eliminar o problema. A dica é sempre repousar, com uma alimentação leve. Se tratando o resfriado em casa com chás e repouso você não melhorar, a atenção deve ser redobrada. Em casos de dificuldades ao respirar e os sintomas piorarem em 7 a 10 dias, procure o médico com emergência.

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Gripe: Ela é igual o resfriado. Tem os mesmos sintomas. No entanto, é um pouco mais grave que ele. Provoca dores musculares, tosse, corrimento nasal, dor de garganta, febre alta e inflamação das vias respiratórias. É contagiosa e dura em média de quatro a dez dias. Entre as complicações estão a bronquite e a pneumonia.

Tratamento para a gripe: Normalmente as pessoas se medicam para diminuir a intensidade dos sintomas. Todavia, como o resfriado, isso não acaba com a doença. Como a gripe é uma doença autolimitada, na maioria dos casos basta o tratamento de suporte, com analgésicos, antitérmicos, repouso e hidratação. Em alguns casos, podem ser introduzidos medicamentos antivirais que, como sugere o nome, atuam especificamente sobre os vírus. Esses remédios só funcionam se forem administrados nas primeiras 48 horas a contar do início dos sintomas e cabe ao médico decidir quem pode beneficiar-se com sua indicação. Antibióticos não funcionam para tratar a gripe e são prescritos somente  nos casos de eventuais infecções bacterianas, que podem advir como complicação do quadro. Em casos de dificuldades ao respirar e os sintomas piorarem em 7 a 10 dias, procure o médico com emergência.

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Laringite: Trata-se de uma inflamação da laringe, geralmente causada por vírus ou bactéria. Os sintomas são febre baixa ou moderada, rouquidão, tosse seca e dor de garganta. Pode fazer parte de vários tipos de viroses.

Tratamento para a laringite: O tratamento para laringite é direcionado para o alívio dos sintomas e para a cura das áreas inflamadas. A principal técnica utilizada no tratamento da laringite é a inalação de ar umidificado, como a inalação do vapor do chá de eucalipto que possibilita a melhora do paciente em poucos dias. Geralmente o médico indica medicamentos corticosteroides e os remédios em forma de spray, e nos casos mais graves pode ser necessário uma cirurgia. Pacientes com laringite devem beber bastante líquido,  ficar em repouso, não forçar a voz, evitar inalar fumaça ou poeira e diminuir as suas atividades.

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Asma: Doença pulmonar cujos sintomas são chiado e dificuldade para respirar. Geralmente ocorre um estreitamento das vias respiratórias decorrentes da exposição ao fumo, poluentes, ar muito frio ou substâncias que causam alergia, como o pólen, certos alimentos, perfumes e outros.

Tratamento para a asma: O tratamento da asma é feito basicamente por medicamentos antiinflamatórios (geralmente, esteróides inalatórios) para manutenção e por broncodilatadores (geralmente, beta-2-adrenérgicos inalatórios de efeito rápido) para as crises. Outros medicamentos como os antileucotrienos são usados para o tratamento da asma crônica. A maior vantagem da utilização de medicamentos por via inalatória (nebulizadores, aerossóis dosimetrados ou sprays - popularmente conhecido como "bombinhas" e inaladores em pó) no tratamento de asma é a possibilidade de se obter maior efeito terapêutico associado a menores repercussões sistêmicas. Pois o medicamento atua diretamente sobre a mucosa respiratória, permitindo o uso de doses relativamente pequenas. Outra vantagem é o início de ação mais rápido. Além dos medicamentos, os pacientes devem procurar descansar, manter-se bem nutridos e participar de atividades físicas regulares e apropriadas para o seu bem-estar. Todos estes fatores colaboram para o controle desta doença.

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Bronquite: Inflamação dos brônquios, com maior incidência no inverno. Os sintomas são tosse persistente com expectoração de catarro. Ocorre nas formas aguda ou crônica, sendo que a primeira surge repentinamente e tem curta duração. Os casos de bronquite crônica persistem durante anos. Os sintomas podem ser parecidos com os da asma.

Tratamento para a bronquite: A bronquite aguda é uma doença autolimitada, que dura no máximo dez, quinze dias. Não existe tratamento específico para combater os episódios provocados por vírus. Boa hidratação, uso de vaporizadores, de analgésicos, de descongestionantes e evitar a exposição aos fatores de risco são recursos úteis para aliviar os sintomas e prevenir as crises. A medida mais importante no tratamento da bronquite crônica é parar de fumar. Também é importante não permanecer em ambientes em que haja pessoas fumando. Medicamentos broncodilatadores, antibióticos, mucolíticos e anti-inflamatórios só devem ser utilizados sob orientação médica depois de uma avaliação criteriosa. Portadores da bronquite crônica devem ser vacinados contra a gripe e contra a pneumonia.

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Pneumonia: Doença aguda que pode atingir um ou ambos os pulmões, que ficam inflamados. Causa febre, dificuldades para respirar, tosse com expectoração e dores no peito, palidez e comprometimento do estado geral. Geralmente é provocada por vírus ou bactérias.

Tratamento para a pneumonia: O tratamento da pneumonia requer o uso de antibióticos, e a melhora costuma ocorrer em três ou quatro dias. A internação hospitalar para pneumonia pode fazer-se necessária quando a pessoa é idosa, tem febre alta ou apresenta alterações clínicas decorrentes da própria pneumonia, tais como: comprometimento da função dos rins e da pressão arterial, dificuldade respiratória caracterizada pela baixa oxigenação do sangue porque o alvéolo está cheio de secreção e não funciona para a troca de gases.

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Bronquiolite: Inflamação dos bronquíolos, de origem viral, apresenta-se com tosse, chiados e dificuldade respiratória. Os sintomas são parecidos com os da asma e acomete as crianças de baixa idade na maioria dos casos. O Vírus Respiratório Sincicial – VRS, com alta prevalência entre março e junho, é uma causa importante da bronquiolite.

Tratamento da Bronquiote: A prevenção consiste basicamente na diminuição da exposição aos agentes etiológicos. Deve-se evitar o contato de lactentes com pessoas com sinais de resfriado, locais com aglomerados de pessoas. Deve-se evitar também a exposição a poluentes ambientais, principalmente fumaça de cigarro, que atuam como irritantes das vias aéreas e aumentam a gravidade da doença. Pacientes de alto risco devem também fazer a profilaxia medicamentosa com anticorpo monoclonal, este prescrito sempre pelo pediatra ou pneumologista pediátrico do paciente.

Essas  são apenas algumas das doenças respiratórias e seus tratamentos. Quando os sintomas estiverem fortes, procure um médico. 

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