sexta-feira, 14 de junho de 2013

O que é o autismo?







O autismo é hoje entendido mundialmente como uma disfunção global do desenvolvimento. Ele altera a capacidade de comunicação do indivíduo, fazendo-o não se socializar normalmente com os demais integrantes do contexto. Essa disfunção faz com que o autista não responda objetivamente aos questionamentos, que não tenha reflexos a determinadas ações.

Ele pode ser conhecido em duas nomenclaturas:

Transtorno global do desenvolvimento (TGD) ou transtorno invasivo do desenvolvimento (TID).

O autismo se manifesta de diferentes maneiras em cada indivíduo. Existem casos que as crianças não demonstram ter o problema. Elas falam normalmente e tem rápida evolução no diálogo. No entanto o diagnóstico é fundamental para o tratamento, que difere em cada especificidade.

Hoje em dia, com a medicina avançada, já é possível identificar o autismo antes mesmo de o bebê completar dois anos de idade.

O grande problema do autismo é o preconceito. As pessoas o veem com uma limitação. No entanto, casos brasileiros já mostram que um autista pode, até, ser muito bem sucedido no mercado de trabalho.

Esse problema afeta, em média, uma em cada 88 crianças nascidas nos Estados Unidos, segundo o CDC (sigla em inglês para Centro de Controlo e Prevenção de Doenças). No Brasil, estima-se que hoje, existam mais de 500 mil autistas.

Muitos pensam que o autista vive em um mundo paralelo. No entanto, não é bem assim. Os autistas têm dificuldades para o relacionamento, mas não deixam de observar o contexto, como muitos pensam.

Até hoje, não existe uma cura concreta para o autismo. A ciência, falou sobre essa possibilidade em 2010, com a descoberta de um grupo de cientistas nos EUA, liderado pelo pesquisador brasileiro Alysson Muotri, na Universidade da Califórnia, que conseguiu "curar" um neurônio "autista" em laboratório. O estudo, que baseou-se na Síndrome de Rett (um tipo de autismo com maior comprometimento e com comprovada causa genética), foi coordenado por mais dois brasileiros, Cassiano Carromeu e Carol Marchetto e foi publicado na revista científica Cell.

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