quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Amor: imagens de uma poesia




No jogo do amor não se podem criar vídeos, nem explicar os pressupostos

O amor não possui definição, segundo psicanalista
Como é fácil passar muitas horas vendo imagens de amor e vídeos de amor. É essa questão do inexplicável que aguça muitas pessoas a pesquisarem diariamente por informações que não obtém, que poucos ou ninguém sabe explicar. Quem não se conforta ao assistir a vídeos de amor, mas ainda, quantas relações não ganharam mais forma após jogos de amor serem realizados na cama.

Muitos são os jargões criados a partir do amor. As pessoas, mais especificamente os casais, vivem discutindo a relação, com o intuito de chegar a um denominador comum. E em casos infrutíferos de entendimento, chegam a uma conclusão, de que é necessária a análise de um psicanalista.

De fato, será que o amor é hoje, semelhante ao sentimento descrito em outras épocas. Segundo Yuri Disaró Amado, psicólogo e é psicanalista, essa explicação não é algo palpável e está muito ligada a subjetividade. “A psicanálise, desde a época da Freud, espanta a sociedade, com as explicações que dá. Em suma, ele, a 100 anos atrás disse algo semelhante ao que a psicanálise diz hoje. Ele menciona as dificuldades de amar e as dificuldades de produzir. Muitas das ideias sobre o amor já possuem expressões importantes em ditados populares. Uma ideia enraizada é a da metade da laranja, a alma gêmea, a tampa da panela. Enfim, eu queria mostrar como isso não se deforma tanto com a atualidade. Esses mitos dos ditos populares aparecem em discurso de Sócrates. Em uma certa época da humanidade os humanos teriam sido mais poderosos porque tinha quatro pernas, quatro braços e dois corpos. Ou seja , eram os casais em um só corpo. O que aconteceu é que mesmo forte, os humanos não venceram os deuses após ataque e como castigo, o humano foi dividido e seus rostos viraram para o ponto do corte, no umbigo. O que acontecia é que essas duas metades sempre tentavam se encontrar de novo”, conta.
Foi a partir daí que se iniciou essa busca pelo parceiro ideal, pela pessoa que completa e afasta todos os males, que dá forma perante aos problemas. Yuri fala também sobre a intensa procura pelo amor.

Segundo ele, “pode-se dizer que esse mito já existia para os gregos e eles precisaram inventar uma história descritiva explicando toda essa coisa. Essas duas partes tentavam se encontrar e acabavam morrendo de fome. Por isso os deuses colocaram os genitais na posição da frente, para que eles se encontrassem, se satisfizessem.  Esse mito do amor, o mito de Eros, diz que é tendência do humano acreditar no complemento. Que em algum lugar existe esse outro que completa tudo que falta. Hoje as pessoas aprenderam a colocar alguma objeção e o amor não é mais tão magnífico com antigamente. A psicanálise também trata da separação entre amor e a possibilidade do gozo. Um acaba excluindo o outro. Existe toda uma identificação de ideias sobre a pessoa que se procura e que não conseguimos descrever. O amor é dar o que não se tem a quem não o é. Parece uma frase dura, mas fico espantado quando percebi que isso não é peculiar somente da psicanálise. No desenho da pequena sereia existe essa descrição em um molde mais infantil. Não se trata de enxergar numa outra pessoa quais são suas características. Essa pessoa vai sempre ter qualidades projetadas de um outro lugar e não somente delas. Essa é a teoria do inconsciente sobre questões amorosas”, explica.

Mas do que procurar pela alma irmã, as pessoas buscam constantemente explicar como essa busca deve ser feita. Criam-se expressões como os opostos se atraem. Mas será que é exatamente assim que funciona? Para Yuri, seria politicamente correto e sensato respeitar as diferenças.” Agora, a gente pode efetivamente saber que a correspondência de um afeto implica em uma resposta. Nunca sabemos do que se trata essa correspondência. As pessoas apresentam diferentes formas de demonstrar. Até mesmo formas antagônicas. Todo mundo já ouviu a historia de que por traz de um grande homem, existe sempre uma grande mulher. Esse ditado esconde que pra começar, o oposto não se aplica. Não pode ser dito que por traz de uma grande mulher, exista um grande homem. Outros afirmam que a mulher deve estar ao lado do homem. O homem se dedica ao amor como objeto, mesmo não implicando grosseiramente. Não se pode chegar a pensar que o homem queira apenas o sexo, mas o universal é que o homem consegue colocar a mulher como seu objeto e nela se vai encontrar a sustentação para a subjetividade. Um homem consegue fazer a mulher ser o sentido do seu sucesso. Agora, a mulher, sempre formula o amor de forma diferente do homem. A mulher não colocaria o homem no mesmo lugar porque, para ela, o homem não deve ser outra coisa, se não o resto. O homem não será nunca estruturado como apoio da subjetividade da mulher. O que as mulheres querem é um enigma. É uma questão filosófica. O que uma mulher quer, nem Freud explica. Os sucessores dele afirmam que a mulher não existe, pelo enigmático que é seu desejo, seu gozo.

Talvez, esteja aí a grande resposta escondida. Muitas pessoas possuem corpos perfeitos, saúde, um bom trabalho, estabilidade financeira. No entanto, arremessam-se em um marasmo pelo simples fato de ainda não terem encontrado a outra metade da laranja. E, quem sabe, essa intensa busca pelo conhecimento, pela definição do amor, seja a substância primordial para que ele fique cada vez mais vivo, cada vez mais intenso e necessário. Enquanto as repostas não aparecem, as pessoas precisam viajar pelas teorias, apreciar os elementos. É isso que esta proposto a seguir
Imagens de amor

Músicas de amor



Vídeos de amor.





Poesia de amor.

Coisa Amar

Contar-te longamente as perigosas
coisas do mar. Contar-te o amor ardente
e as ilhas que só há no verbo amar.
Contar-te longamente longamente.

Amor ardente. Amor ardente. E mar.
Contar-te longamente as misteriosas
maravilhas do verbo navegar.
E mar. Amar: as coisas perigosas.

Contar-te longamente que já foi
num tempo doce coisa amar. E mar.
Contar-te longamente como doi

desembarcar nas ilhas misteriosas.
Contar-te o mar ardente e o verbo amar.
E longamente as coisas perigosas.

Manuel Alegre

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Amor não é se envolver com a pessoa perfeita,
aquela dos nossos sonhos.
Não existem príncipes nem princesas.
Encare a outra pessoa de forma sincera e real, exaltando suas qualidades, mas sabendo também de seus defeitos.
O amor só é lindo, quando encontramos alguém que nos transforme no melhor que podemos ser.

Desconhecido


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